A Mpox, anteriormente chamada de varíola dos macacos, é uma doença causada por um vírus da mesma família da varíola, o Orthopoxvirus. Embora tenha ganhado maior visibilidade nos últimos anos, surtos já eram registrados há mais de uma década em regiões da República Democrática do Congo.
Em diferentes momentos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a Mpox como uma emergência de saúde pública de importância internacional, o nível mais alto de alerta da entidade. Essa medida não significa, necessariamente, que haverá uma pandemia, mas reforça a necessidade de atenção global, como já ocorreu em situações envolvendo poliomielite, zika, ebola e H1N1.
Como a Mpox é transmitida?
A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com pessoas infectadas, por meio de secreções respiratórias, fluidos presentes nas bolhas na pele ou objetos contaminados.
Outras formas de transmissão incluem:
- Ferimentos provocados por animais silvestres ou consumo de sua carne;
- Da mãe para o feto durante a gestação;
- Compartilhamento de roupas, toalhas ou utensílios contaminados.
Os grupos mais vulneráveis incluem recém-nascidos, crianças, pessoas imunossuprimidas e indivíduos que convivem com HIV/Aids.
Quais são os sintomas?
Os sintomas da Mpox costumam surgir de forma gradual e podem durar de duas a quatro semanas. Entre os mais comuns estão:
- Febre e calafrios;
- Dores no corpo e dor de cabeça;
- Ínguas (linfonodos inchados);
- Fraqueza;
- Erupções cutâneas em forma de bolhas, que se transformam em crostas.
Em casos mais graves, podem ocorrer complicações como pneumonia, encefalite, miocardite e infecções bacterianas secundárias.
Existe vacina contra a Mpox?
Sim. Atualmente, existem duas vacinas desenvolvidas para prevenção da doença: ACAM2000 e Jynneos.
No Brasil, a vacina Jynneos foi aprovada pela Anvisa para uso em situações emergenciais, mas sua disponibilidade é restrita. O imunizante ainda não chegou às clínicas particulares, e a rede pública prioriza grupos específicos, como:
- Pessoas com HIV/Aids;
- Imunossuprimidos;
- Profissionais de laboratório em contato com o vírus;
- Pessoas que tiveram contato direto com casos confirmados.
Até o momento, a vacinação em massa não é recomendada pela OMS, já que o risco para a população em geral é considerado baixo e as doses disponíveis no mundo são limitadas.
Como se proteger da Mpox?
A prevenção continua sendo a forma mais eficaz de reduzir os riscos. As recomendações incluem:
- Higienizar as mãos regularmente com água e sabão ou álcool em gel;
- Evitar compartilhar objetos pessoais, como roupas, toalhas e utensílios;
- Manter distância de pessoas com sintomas suspeitos;
- Utilizar máscaras e luvas em situações de contato próximo com pessoas infectadas.
Em caso de sinais da doença, é fundamental procurar atendimento médico para diagnóstico e acompanhamento adequado.
Conclusão
A Mpox exige atenção, mas não deve gerar pânico. Com informações confiáveis, medidas de prevenção e vacinação direcionada aos grupos de maior risco, é possível reduzir a circulação do vírus e proteger a saúde de todos.
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